Cinco passageiros de um avião experimental de pequeno porte, entre
eles três crianças, morreram devido à queda da aeronave, no interior de
Minas Gerais. O avião partiu de Brasília e, segundo testemunhas, tentou
pousar no aeroporto regional de Patos de Minas (MG) pouco antes de cair,
a cerca de 1,5 mil metros da pista do aeródromo. O acidente ocorreu por
volta das 10h30 de hoje (4).
De acordo com o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, os corpos das
cinco vítimas foram levados para o Instituto Médico Legal (IML) de Patos
de Minas. Os dois adultos foram identificados como Marcos Nogueira
Chagas, 45 anos, e Carla Giannine Pereira Medina, 44 anos. As
identidades das três crianças (duas meninas e um menino) ainda não foram
confirmadas.
No Registro Aeronáutico Brasileiro consta que Marcos Chagas era o
proprietário da aeronave prefixo PRZ-MZ, modelo RV-10, construído em
2013. Ainda segundo o controle feito pela Agência Nacional de Aviação
Civil (Anac), a validade do Certificado de Aeronavegabilidade estava
normal.
Em nota, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes
Aeronáuticos (Cenipa) informou que o 3º Serviço Regional de Investigação
e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa III) já instauraram
processo para apurar as possíveis causas da queda do avião.
Investigadores do órgão visitarão o local para coletar partes da
aeronave para futuras análises, fotografar o local da queda e ouvir os
primeiros relatos de testemunhas. A investigação não tem prazo para ser
concluída, mas o Cenipa afirma que dependerá da complexidade do acidente
e que ela tem o objetivo de prevenir outrosacidentes semelhantes.
Em entrevista a órgãos de imprensa regionais, o piloto de aeronaves
Edvar Marques da Costa, funcionário do aeroporto regional,
informou ter visto o avião experimental cruzando o aeródromo em baixa
velocidade e baixa altitude.
“Para a gente que conhece um pouco, deu para perceber que tinha algo
de anormal, atípico. Não dá para saber o quê, mas acho que o piloto fez
de tudo para tentar retornar à pista, mas, com pouca sustentação, acabou
não conseguindo”, disse Costa, afirmando ter notado a instabilidade da
aeronave pouco antes da queda.
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